Postagens

A Chama da Vida

Imagem
Na vasta escuridão da minha inconsciência, entre o espaço infinito de dois pensamentos, eu vi uma chama que brilhava e queimava desde o princípio do universo; seu combustível era o tempo. Com seu avançar constante, regular e determinado, o combustível queimado transformava-se em cinzas, e pouco a pouco tudo virava cinzas, mas a chama permanecia indiferente a tudo aquilo, seguindo tranquilamente o seu caminho rumo à eternidade. Vi me então preso às cinzas e indiferente a chama, e coberto de cinzas lutei por milênios para transformá-las novamente em chama  — como se eu tivesse este poder —, tudo em vão, tudo inútil. Exausto e derrotado finalmente desisti, e desistindo pude perceber que a chama somente se manifestava no momento presente, sendo ela a própria vida, e abolindo minha ausência e integrando-me a ela, maravilhado descobri que não me transformei em cinzas, pois eu era simplesmente chama também.

O Agricultor e a Poetisa Ferida

Imagem
Naquele distante dia de abril o Agricultor largou sua enxada de lado, sua grande habilidade era plantar árvores no chão, e não a escrita, mas naquela tarde ele precisava plantar algumas palavras no coração de alguém, então ele escreveu... Boa noite minha amiga Roseana Murray; passando não para falar da sua dor, passando para falar do seu amor. Quando ouço aqui as notícias a seu respeito vindas de sua própria voz, chega sempre antes um canto de fé e esperança (seu próprio canto) e fico pensando: "De onde ela tira tanta força, como ela vivendo todo este drama consegue transformar espinhos de dor em pétalas de amor?". Escrevo para externar minha profunda gratidão por tanta luz que irradia de ti, minha mulher comentou um dia destes "sua amiga deve ser de outro planeta", sem dúvida nenhuma que é, possivelmente um planeta bem próximo ao planeta do Pequeno Príncipe — aquele planeta onde crescia uma linda rosa vermelha — , um planeta cheio de jardins de abundância, luz e ...

O Homem que Plantava e o Homem que Calculava

Imagem
O homem que calculava passou pelo pasto infestado de capim, avistando ao longe, no alto de um morro, uma mancha verde repleta de árvores, um verdadeiro contraste. Como ele gostava muito de fazer cálculos, resolveu ir até aquele local a fim de tentar descobrir quantas árvores haviam por lá, "creio que existam milhares", pensou ele enquanto subia lentamente o morro. Logo ao sair do pasto e adentrar o bosque ele sentiu um grande bem estar, pois temperatura sob a sombra das árvores era bem mais amena. Percebeu que o número de árvores era muito grande e que seria muito difícil contá-las; seguiu adiante mata adentro e morro acima, sua ideia era chegar a um local bem alto onde teria uma visão geral da área, e desta forma poderia calcular o número aproximado de árvores ali existentes. Conforme andava, o homem que calculava percebeu que as árvores iam ficando cada vez menores, "coisa estranha", pensou ele, até encontrar árvores bem pequenas que disputavam a luz do sol com o ...

O Agricultor Urbano e o seu Velho Ego

Imagem
Era um dia de primavera do mês de novembro do ano da graça de 2023, um dia quente, muito quente — segundo os cientistas um dos dias mais quentes de muitos séculos. O Agricultor andava pelo campo sentindo um imenso desânimo — provavelmente devido ao calor  — , abrindo desta maneira as portas de sua mente para a manifestação do seu velho ego, que começou a tagarelar em seus ouvidos feito o burro do desenho do Shrek... "Desista deste campo Agricultor, é tudo inútil, o campo é público e ninguém respeita o seu trabalho. Veja bem: Você plantou e cuidou de inúmeras bananeiras, muitas delas estavam com bonitos cachos, e onde estão os cachos das bananas agora Agricultor, onde estão? Não sabe? Os espertos levaram Agricultor, e você neste momento está fazendo o papel de um grande otário." Sob aquele sol escaldante, as palavras do seu velho ego começavam a aumentar ainda mais o seu desânimo. "Abra mão deste campo Agricultor, ou melhor, abra mão deste pasto degradado cujo chão é tão ...

As Metades do Agricultor

Imagem
Metade de mim é Ego Metade de mim sou Eu Quando, enfim realizar  A inevitável metamorfose Não haverá mais Eu Não haverá mais Ego Não haverá mais metades Mas tão somente o imensurável vazio E, finalmente no vazio Da unidade das partes em mim Somente a onipresença de Deus 

O Agricultor e a Depressão

Imagem
A Depressão acordou bem cedo naquela manhã, queria muito fazer uma visita ao Agricultor Urbano e, quem sabe, passar um período na companhia dele.  Chegando na sua casa tocou a campainha; ninguém atendeu. Tocou uma segunda vez e nada. Tocou ainda uma terceira vez e ninguém veio atender, até que finalmente percebeu um recado escrito num papel afixado no portão, um recado que dizia:  "Caríssima Depressão, a casa está vazia, acordei bem cedinho e sai para viver. Passe bem, a tenciosamente... Agricultor Urbano"

A Finitude das Redes e a Infinitude do Mar

Imagem
Era uma luminosa manhã de outono; o Agricultor Urbano e sua fiel vira-lata Golila — é este mesmo o nome dela — estavam plantando árvores nas margens da via pública; já eram quase onze horas, o Agricultor estava encerrando suas atividades, quando surgiu por ali um anônimo e sorridente Jovem com um celular na mão. — Bom dia Agricultor, como tem passado? — Tudo bem Jovem, "A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos - Mateus 9:37", conto somente com as sementes, com Deus e com a ajuda de minha fiel vira-lata para plantar as árvores neste campo público, degradado e abandonado pela população, que muitas vezes faz dele um depósito de lixo. — Agricultor, você está gastando muito de sua energia desnecessariamente, saiba que, hoje em dia com o progresso da internet é possível para qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, plantar milhares e milhares de árvores com apenas um simples toque na tela de um celular. Você ainda não conhece as maravilhas das redes sociais? — Creio q...

O Marido, a Mulher e o Abraço

Imagem
Naquele 19 de maio de 2023 havia acordado quatro horas da manhã e trabalhado ao longo de todo o dia  —  era uma ocasião excepcional. Depois de mais de 14 horas na frente do computador estava exausto, mas estava em paz, tudo havia ocorrido de forma satisfatória  —  o só por hoje é uma verdadeira graça. Estava na cozinha, havia acabado de tomar uma café e minha mulher veio em minha direção. Abri então os braços e pedi um abraço para ela. Abraço a esta hora meu bem, isto lá é hora de abraço? Questionou ela. Ainda de braços abertos, disse que a hora do abraço era exatamente aquela, que eu não tinha nenhuma garantia de que ainda estaria vivo para um abraço em outra ocasião, e que os mortos não abraçam ninguém. Ela não se convenceu, então disse ainda que uma de nossas amadas vira-latas foi internada na clínica veterinária, e que na hora em que me despedi ela chorou e eu segui em frente não olhando para trás, pensando lá com os meus botões "Nina Querida — era este...

O Marido, a Mulher, as Velhas Botas e o Sapo

Imagem
Era uma vez um marido que diariamente calçava suas velhas botas para trabalhar no seu roçado; grande era a preocupação de sua mulher, no lugar onde viviam não era incomum o aparecimento de escorpiões, e ela temia que um deles pudesse picá-lo, podendo levá-lo à nefasta condição de bater as botas prematuramente. — Marido, verificou as velhas botas antes de calçá-las? Lá no bairro onde cresci, um vizinho foi picado por um escorpião após calçar os seus sapatos. — Sim mulher, acabei de verificá-las, estão todas limpas — respondia o marido sempre bem humorado após bater as velhas botas no muro do quintal. Como o marido ia para o quintal praticamente todos os dias, todos os dias batia as velhas botas após ouvir a costumeira advertência da mulher. — Marido, verificou as velhas botas antes de calçá-las? Isto acontecia de forma tão sistemática, que mesmo quando a mulher não estava em casa, no momento de seguir para o campo o marido ouvia mentalmente a indagação "marido, verificou as velhas...

O Agricultor Urbano e a Mula Sem Cabeça

Imagem
Naquela manhã de domingo, enquanto caminhava em direção ao seu campo, o Agricultor Urbano foi abordado por um homem que cruzava o seu caminho em sentido contrário. — Bom dia Agricultor. — Bom dia senhor. — Está indo cuidar do seu campo. — Sim, Hélio já despontou no céu. — Cuidado Agricultor, ouvi dizer que tem andado por lá a feroz Mula Sem Cabeça que costuma escoicear quem dela se aproxima. — Ah... O senhor está falando daquela pobre Mula que possui labaredas na cabeça e que assusta a todos aqueles que dela se aproximam? — Isto mesmo Agricultor, parece que ela anda pastando lá pelos lados do seu campo. — Isto é a mais pura verdade meu senhor, ela de fato pasta por lá tranquila e absolutamente em paz. — Mas Agricultor, você não tem medo? Dizem que ela é amaldiçoada. — Quando eu a vi pela primeira vez naquele estado tão infeliz, simplesmente me aproximei, dizendo que ela era uma belíssima mula; falei também que aquele seu atormentado estado de espírito com a cabeça em chamas era apenas ...

O Sonho da Floresta Verdejante

Imagem
— Sábia Coruja, venho tendo um sonho recorrente; gostaria muito que você pudesse interpretá-lo para mim. — Qual é o seu sonho Peregrino? — Sonho, praticamente todas as noites, com uma linda floresta no alto de uma colina, repleta de muitas variedades de árvores e uma infinidade de passarinhos empoleirados nos seus galhos sem fim. — Qual o seu sentimento ao recordar-se do sonho todas as manhãs? — Um misto de alegria e tristeza; alegria por aquela floresta tão verdejante e bonita, e tristeza pelo fato de que não passa de um sonho. Eu poderia simplesmente não pensar mais nisto, mas acontece que sonho todas as noites, e consequentemente sinto a mesma estranha angústia e frustração todos os dias, com meu pensamento teimosamente fixo naquele constante sonho noturno. — Desta forma seu belo sonho noturno acaba transformando-se num constante pesadelo diurno. — Exatamente isto Sábia Coruja. — Peregrino, nas proximidades de sua casa existe uma colina? — Sim, existe; moro numa colina com um enorme...

As Duas Mensagens de Alegria

Imagem
A primeira mensagem de alegria eu recebi alguns dias antes do Natal; estava solitariamente no alto de um morro plantando árvores, quando em minhas dependências emocionais fui visitado por um amado mecânico da Rua 7 de Setembro da cidade de Alegre, meu amado e inesquecível tio e padrinho, com um bombom em suas mãos, um daqueles deliciosos bombons da Garoto embalado em um lindo papel amarelo — eu conhecia muito bem aqueles bombons. O mecânico estava feliz e sorria abertamente, e ao afastar-se e sem uma única palavra sequer, deixou em mim um pouco de sua alegria interna. Fiquei muito feliz com aquele incidente e pensei lá com os meus botões: "Preciso de alguma forma retribuir esta presença e este antecipado presente de Natal". Passou o Natal e o ano novo começou a avançar, e eu simplesmente esqueci completamente do incidente da feliz visita do meu padrinho; chegou então a segunda mensagem de alegria, ocorreu quando dirigia o carro num sábado chuvoso de janeiro, um dia depois do ...

O Invisível Social Num dia de Natal

Imagem
Meus pais compraram uma casa em um novo loteamento há alguns anos atrás; o local ficava no alto de uma grande colina completamente cercada por pastos degradados, de onde era possível avistar muitos lugares distantes na linha do horizonte. Costumava visitá-los de forma costumeira, e me recordo agora que sempre avistava naqueles pastos um homem solitário com um bastão de ferro nas mãos. Ele andava por aquele campo com aquele bastão, parava em determinado ponto, batia o bastão no chão, agachava-se, enfiava a mão em seu bolso, tirava algo de lá para em seguida depositar sobre a terra, levantando-se em seguida para revolver a terra sob os seus pés com suas botas. Aquele processo era repetido por algumas horas ao longo das manhãs. Sempre tive a curiosidade de parar um dia e perguntar para ele o que ele fazia ali, mas nunca fiz isto de fato. Num dia de Natal passei por lá e observei aquele homem na sua costumeira rotina com o bastão. Até no Natal meu Deus do céu, pensei eu, o que afinal d...

As Mãos que Fecundam o Solo

Imagem
O auditório estava lotado e muitos discursaram, afinal de contas não era sempre que alguém reflorestava solitariamente uma praça inteira, trazendo de volta as árvores, os pássaros, os insetos, as crianças, os atletas, os botânicos, os biólogos, os casais de namorados... Naquele dia o Agricultor Urbano deixou de ser invisível,  era ele o convidado de honra, e muito foi falado sobre o seu grandioso e anônimo trabalho de reflorestamento das praças públicas municipais. Discursou o prefeito, falou o secretário de meio ambiente, falou o presidente da associação de moradores do bairro, falaram alguns vereadores, falaram autoridades civis, militares e eclesiásticas... Depois de muito falatório, finalmente passaram a palavra para o Agricultor Urbano  —  um homem de poucas palavras; sem muitos comentários agradeceu a todos pela homenagem, dizendo que praças degradadas como aquela existiam às dezenas cidade afora, e que o trabalho de replantio de árvores nestes locais era uma inici...

A Sábia Coruja, o Peregrino, o Céu e o Inferno

Imagem
Contam que na cidade de Delfim Moreira, no alto da Serra da Mantiqueira, existia um Peregrino que anualmente ia a Aparecida do Norte, e que tinha o sincero desejo de descobrir qual era a real diferença entre o céu e o inferno. Depois de muito peregrinar e procurar pela resposta, ouviu de um simples lavrador que na floresta havia uma Sábia Coruja que certamente saberia responder ao seu questionamento. O homem adentrou a floresta repleta de araucárias à procura da Sábia Coruja, até finalmente localizá-la num final de tarde pousada num dos galhos de um majestoso ipê amarelo da serra.  — Bom dia Sábia Coruja, prazer em conhecê-la.  — O prazer é todo meu, que bons ventos o trazem até aqui. — S ou um Peregrino que busco incessantemente descobrir a qual diferença entre o céu e o inferno. — O inferno é um grande campo com solo degradado e nenhuma vegetação; chega neste local um dia um certo homem de braços cruzados e passa a viver ali, mas as condições de vida são degradantes, n...

O Agricultor Urbano e Seus Representantes

Imagem
Naquele mês de outubro o Agricultor urbano saiu para votar, precisava eleger os seus representantes. Para os solos brejosos elegeu jabuticabeiras, ingás, guapuruvus e paineiras; para os solos pobres, arenosos e secos, elegeu ipês de vários partidos: O partido branco, o partido rosa, o partido roxo e o partido amarelo; para as abelhas e os amantes das flores, elegeu girassóis, jacarandás, sibipirunas, quaresmeiras, resedás e manacás; para aqueles que trabalham nas ruas sob o sol, elegeu árvores com largas sombras: Figueiras, amendoeiras, jamelões e jambeiros  —  os garis agradecem ; para os meninos que saem das escolas em grandes grupos, e os transeuntes de um modo geral, elegeu as mangueiras, tão acostumadas a receberem pauladas e pedradas pelos caminhos por onde trafegam os humanos  —  misericórdia Senhor ; para as praças com grandes espaços, elegeu árvores de grande porte: Jatobás, jequitibás, cedros e sumaumas; Com o passar do anos o Agricultor foi acompanhado cad...

Vivo Atirando Por Aí

Imagem
Na minha simplicidade de Agricultor Não quero armas em minhas mãos Nelas prefiro as sementes das árvores O tiro das armas mata e assusta Até mesmo os passarinhos do céu Vivo atirando por aí Não projéteis de armas mortais Mas tão somente sementes ao chão Atiro e nasce uma paineira Atiro e nasce uma pitangueira Atiro e nasce uma gameleira Tiros de sementes Tiros de Abundância Tiros de vida Tiros de amor Para que então os tiros das armas dos insensatos? Tiros de projéteis Tiros de miséria Tiros de morte Tiros de dor

Cadê os Passarinhos?

Imagem
Como sempre faço todos os dias, peguei o ônibus no ponto, como sempre correndo; o motorista dirigia feito um louco, freando bruscamente, reclamando, buzinando, acelerando... Todos ao meu redor com pressa de chegar, todos fechados em si mesmos, por todos os lados internet, inflação, corrupção, eleição, futebol, jornais, revistas, propagandas, carros, vendedores ambulantes... Cheguei no meu ponto no Largo da Carioca, desci e atravessei a rua correndo, pois o motorista na sua pressa poderia mesmo passar por cima de mim, que loucura meu Deus — seriam os motoristas cariocas meus inimigos figadais? Na Rua 7 de Setembro com a Avenida Rio Branco queria pegar o sinal verde, mas não foi possível, o danado fechou, que droga, vou perder três minutos da minha apressada vida! Parei, observei as pessoas do meu lado, todas olhando para lugar nenhum, todas querendo ir a algum lugar, meu Deus o que faço agora parado nesta esquina junto com todos os outros? Olhei para cima, olhei para o céu, e que marav...

O Amor nos Tempos dos Extraterrestres

Imagem
Era uma vez uma bela jovem que acreditava em ET's — seres extraterrestres. A bela jovem muitas vezes visitava uma comunidade na região central do Brasil, bem como outros inúmeros jovens que também acreditavam em ET's. Na comunidade havia um grande líder, um iniciado, que era o único homem sobre a face da terra — segundo ele mesmo afirmava —, que conseguia comunicar-se com estes tais ET's através de um singular idioma conhecido apenas pelos grandes iniciados, o idioma dos ET's  — o grande líder era o único iniciado sobre a superfície do mundo onde pisam minhas botas. Uma coisa que a bela jovem notou quando visitou a comunidade dos convictos na existência dos ET's, é que havia lá uma quantidade enorme de gerânios, quase uma floresta deles. A explicação era simples: Segundo o líder da comunidade, os ET's haviam dito para ele que o final do mundo estava próximo, e quando esta data fatídica chegasse, todos os humanos que tivessem gerânios plantados em suas casas se...

O Amor é Verde Olívia

Imagem
Lá se vão quase 40 anos, mas a doce lembrança continua viva dentro mim; de vez em quando ela — a lembrança — faz uma visitinha, e então vem o quadro do prato com arroz, feijão, bife e uma salada de alface retocada de tomates vermelhinhos. Por trás daquele prato saboroso  — o amor é o melhor tempero do mundo —  uma senhora sorridente e, obviamente amorosa, uma inesquecível senhora. Morava longe de minha terra natal, de minha mãe, de minha gente, estava agora na capital dos cariocas tecendo os novos fios de minha vida, tudo era ainda muito estranho, as grandes cidades costumam assustar muito os forasteiros do interior. Nesta época, fazia um curso de especialização em informática na PUC Rio que era, e creio que ainda seja, muito rigorosa, e aqueles que não se aplicassem nos estudos não tinham a menor possibilidade de conseguirem o tão sonhado certificado de conclusão. Na PUC, sob um pé de tamarindo, conheci o filho da inesquecível senhora, e através dele consegui o meu prime...